Implante transcateter de válvula aórtica (TAVI) e angioplastia coronária pré e intraprocedimento

Transcatheter aortic valve implantation (TAVI) and pre and intra-procedural coronary angioplasty

Autores

  • William de Almeida Cruz Hospital do Servidor Público Estadual "Francisco Morato de Oliveira" HSPE-FMO
  • George César Ximenes Meireles Hospital do Servidor Público Estadual "Francisco Morato de Oliveira" HSPE-FMO https://orcid.org/0000-0001-7964-4279

DOI:

https://doi.org/10.59752/rci.v15i2.314

Palavras-chave:

Estenose aórtica, Doença da artéria coronariana, Substituição da valva aórtica transcateter, Angioplastia coronária

Resumo

Introdução: A doença arterial coronária (DAC) e a estenose aórtica (EA) têm etiologias e mecanismos fisiopatológicos semelhantes e frequentemente coexistem, com relatos da ocorrência de DAC em 24 a 64% dos pacientes com EA. O momento de corrigir a DAC em relação à EA é motivo de discussão: antes, durante ou depois do implante transcateter de válvula aórtica (TAVI)? Objetivo: Relatar um caso de tratamento híbrido com realização concomitante de TAVI e angioplastia coronária, além de revisar a literatura sobre as diferentes estratégias de manejo da DAC em pacientes candidatos ao TAVI. Relato do Caso: Paciente submetida a procedimento híbrido, com realização simultânea de angioplastia coronária e TAVI, após decisão do Heart Team baseada em risco clínico, complexidade coronária e viabilidade técnica. Discussão e Conclusão: A princípio, em caso de possibilidade técnica, a correção concomitante parece ser a que traria menores complicações para o paciente. No entanto, o que se vê é o tratamento estagiado, ou seja, realiza-se a angioplastia transluminal coronariana (ATC) e após 15-30 dias realiza-se o TAVI. Em centros de alta excelência, parece que a evolução do paciente é similar em caso de tratamento concomitante, mas faltam dados na literatura para se ter uma opinião definitiva sobre esse aspecto. A estratégia concomitante pode ser vantajosa pela redução de procedimentos e anestesias, mas envolve maior carga de contraste e risco hemorrágico. Já a abordagem estadiada é indicada em lesões coronárias complexas ou proximais, embora possa atrasar o tratamento da valvopatia. O manejo ideal deve ser definido pelo Heart Team que prioriza segurança e características específicas de cada paciente e é pauta em decisão individualizada com base em risco clínico, complexidade coronária, anatomia valvar e tipo de prótese utilizada.

Publicado

2026-11-06

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