Protocolo Hints na emergência: frequência de uso na síndrome vestibular aguda

Hints protocol in the emergency department: frequency of use in acute vestibular syndrome

Autores

DOI:

https://doi.org/10.59752/rci.v15i2.309

Palavras-chave:

Tontura, Vertigem, Nistagmo patológico, Teste do impulso da cabeça

Resumo

Introdução: A síndrome vestibular aguda é um desafio diagnóstico comum em emergências, e o protocolo HINTS é uma ferramenta importante para diferenciar causas centrais e periféricas, porém, sua aplicação ainda é limitada na prática clínica. Objetivo: Avaliar a frequência de aplicação do protocolo HINTS em pacientes com síndrome vestibular aguda na emergência, comparando a realização entre equipes de clínica médica e otorrinolaringologia. Metodologia: Estudo observacional, analítico, longitudinal e retrospectivo realizado em hospital terciário em São Paulo, com pacientes acometidos por síndrome vestibular aguda atendidos entre 2021 e 2025. Foram coletados dados clínicos, demográficos, aplicação do protocolo (Head Impulse, Nystagmus e Skew Test) e exames complementares. Análises estatísticas incluíram testes exatos de Fisher, qui-quadrado e coeficiente Kappa de Cohen. Resultados: O protocolo acima foi aplicado em 98,6% dos casos pela otorrinolaringologia e em 30,4% pela clínica médica, com diferença estatisticamente significativa (p<0,05). A análise dos componentes individuais (nistagmo espontâneo, semi-espontâneo, teste do impulso cefálico e desalinhamento vertical) evidenciou maior realização por parte da otorrinolaringologia, especialmente dos testes mais técnicos, como o Head Impulse Test e o teste do desalinhamento vertical (Skew Test). Conclusão: O protocolo HINTS ainda é
subutilizado, especialmente pela clínica médica, e apresenta desafios na padronização e interpretação, o que impacta a acurácia diagnóstica da síndrome vestibular aguda. O treinamento específico e a integração multidisciplinar são essenciais para otimizar o diagnóstico e o manejo desses pacientes.

Publicado

2026-11-06