Assistência pré-natal como fator de proteção contra a sífilis congênita: Uma revisão sistemática da literatura

Prenatal care as a protective fator against congenital syphilis: A systematic literature review

Autores

DOI:

https://doi.org/10.59752/rci.v15i1.297

Palavras-chave:

Sífilis Congênita, Cuidado Pré-natal, Saúde da Mulher, Transmissão Vertical de Doenças Infecciosas, Vulnerabilidade Sexual

Resumo

Introdução: A sífilis congênita (SC) representa um grave problema de saúde pública no Brasil, embora existam diretrizes claras para o diagnóstico e tratamento da sífilis em gestantes. Objetivo: O presente estudo teve como objetivo avaliar se o pré-natal protege contra a sífilis congênita (SC), considerando o perfil sociodemográfico das gestantes e a qualidade da atenção pré-natal, com base em evidências da literatura científica atual. Métodos: Revisão sistemática de estudos publicados entre 2007 e 2023, com abordagens quantitativa e qualitativa, a partir da análise de artigos das bases PubMed, SciELO, LILACS e documentos técnicos do Ministério da Saúde. Foram incluídos estudos observacionais (retrospectivos, transversais e ecológicos) realizados no Brasil, que abordaram notificações de sífilis gestacional e congênita, com recortes em escolaridade, idade, raça/cor, número de consultas pré-natais, momento do diagnóstico e tratamento do parceiro. Os dados foram organizados por frequência de associação entre variáveis e desfecho. Resultados: A maioria dos estudos revelou que o início tardio do pré-natal, baixa adesão à testagem nos 1º e 3º trimestres, tratamento inadequado da gestante e ausência de tratamento do parceiro, fatores associados à ocorrência de sífilis congênita. Além disso, foi mais comum entre mulheres jovens, de baixa escolaridade e cor parda ou preta, residentes em regiões urbanas periféricas. A qualidade da assistência e o preenchimento incompleto das fichas de notificação influenciaram os indicadores de controle da doença, com casos de sífilis congênita mais frequentes que sífilis em gestantes, o que sugere falhas de rastreio e subnotificação. Conclusão: A revisão confirma que o pré-natal, se iniciado precocemente, com testagens repetidas, acompanhamento contínuo e tratamento adequado da gestante e do parceiro, é essencial para prevenir a SC. A eliminação da transmissão vertical exige estratégias integradas de saúde pública, com vigilância ativa, capacitação contínua de profissionais, qualificação dos serviços de atenção primária e ações intersetoriais para grupos vulneráveis, promovendo equidade e superação das barreiras ao acesso à saúde. Investir nessas medidas é fundamental para transformar a realidade e melhorar os indicadores de saúde.

Publicado

2026-05-29