Complicações de cirurgias para otosclerose
Complications of surgeries for otosclerosis
DOI:
https://doi.org/10.59752/rci.v15i1.291Palavras-chave:
Otosclerose, Cirurgia do Estribo, Fenestração do Labirinto, Mobilização do EstriboResumo
Introdução: A otosclerose é uma doença óssea progressiva que afeta a cápsula ótica do osso temporal e leva frequentemente à perda auditiva condutiva. É prevalente em mulheres entre 20 e 30 anos. A estapedotomia e a estapedectomia são opções cirúrgicas para tratar a perda auditiva condutiva causada pela otosclerose. Objetivo: Identificar possíveis fatores de risco para complicações nas cirurgias de otosclerose; avaliar os desfechos pós operatórios e se os índices de complicações eram semelhantes aos descritos na literatura. Métodos: Avaliação dos prontuários de 37 cirurgias realizadas em 30 pacientes com otosclerose entre 2017 e 2024 no Hospital do Servidor Público Estadual “Francisco Morato de Oliveira”, de São Paulo. Foram analisadas características clínicas, complicações intra e pós-operatórias, além de desfechos audiométricos. Resultados: Foram realizadas 37 cirurgias (35 estapedotomias e 2 estapedectomias), quatro das quais revisionais. No intraoperatório, foram descritos complicações como: laceração de membrana timpânica (10,8%), complicações na perfuração da platina (5,4%), subluxação da bigorna (2,7%), lesão do nervo corda do tímpano (2,7%) e Gusher (2,7%). No pós-operatório, 70,2% apresentaram vertigem transitória. O fechamento do espaço entre a audição aéreo-óssea foi < 10 dB em 76,5% e < 20 dB (p=0,0309) e maior risco de disgeusia (p=0,0468). Conclusão: Os resultados cirúrgicos alcançados estão alinhados com os índices observados em centros de ensino, embora ligeiramente inferiores aos de otologistas experientes, em alguns parâmetros. Neste estudo, foi evidenciado como fator de risco o lado esquerdo para não fechamento do gap aéreo-ósseo e lado direito para disgeusia. Não houve outro fator de risco contribuinte individualmente, para um maior índice de complicações.
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