Eficácia dos anticoagulantes orais diretos em pacientes com trombofilias
Effectiveness of direct oral anticoagulants in patients with thrombophilias
DOI:
https://doi.org/10.59752/rci.v15i1.290Palavras-chave:
Trombofilia, Tromboembolismo Venoso, Anticoagulantes Orais DiretosResumo
Objetivo: avaliar a incidência de novos eventos trombóticos e hemorrágicos em pacientes portadores de trombofilia que usaram anticoagulantes orais diretos ou antagonistas da vitamina K como terapêutica anticoagulante. Métodos: estudo observacional, retrospectivo e longitudinal. Os dados foram obtidos a partir dos prontuários médicos de pacientes com diagnóstico de trombofilia atendidos no Serviço de Hematologia do Hospital do Servidor Público Estadual “Francisco Morato de Oliveira” – São Paulo, desde janeiro de 1997 até maio de 2024. Resultados: Foram estudados 77 pacientes trombofílicos, com idade mediana de 61 anos, em sua maioria mulheres (63,6%). Terapia anticoagulante com anticoagulantes orais diretos foi usado em 40 pacientes (51,9%) e com antagonistas da vitamina K em 37 pacientes (48,1%). A média de acompanhamento foi de 12,9 anos e 3,6 anos, respectivamente. Ocorreram 14 (17,7%) novos eventos trombóticos, sendo 11 (78,5%) em uso do antagonista e 3 (21,4%) em vigência do anticoagulante. A taxa de incidência de eventos trombóticos foi de 0,85 eventos-ano e 0,83 eventos-ano, respectivamente (HR= 0,965; IC95%=0,244-3,81), sem diferença estatística entre os grupos (p:0,95). Também não houve diferença na incidência de eventos hemorrágicos (p=0,06). Conclusão: Os dados sugerem que os anticoagulantes orais diretos são uma opção terapêutica eficaz para tratamento de trombose nos pacientes trombofílicos. Não houve diferença estatística entre os anticoagulantes e os antagonistas na incidência de novos eventos trombóticos ou sangramentos. Estudos clínicos randomizados específicos para população trombofílica são necessários para que se possa ter melhor evidência científica.
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