Linfoma da zona marginal esplênico: ainda há espaço para esplenectomia na era rituximabe?

Splenic marginal zone lymphoma: is there still room for splenectomy in the rituximab era?

Autores

  • Perla Vicari Hospital do Servidor Público Estadual “Francisco Morato de Oliveira”, HSPE-FMO
  • Camila Galati Araujo Hospital do Servidor Público Estadual “Francisco Morato de Oliveira”, HSPE-FMO
  • Inara Lucia Arce Hospital do Servidor Público Estadual “Francisco Morato de Oliveira”, HSPE-FMO
  • Vera Lucia de Piratininga Figueiredo Hospital do Servidor Público Estadual “Francisco Morato de Oliveira”, HSPE-FMO

Palavras-chave:

Linfoma da zona marginal esplênica, rituximabe, esplenectomia

Resumo

O linfoma esplênico da zona marginal é incomum e representa menos de 2% de todos os linfomas diagnosticados. Geralmente afeta pacientes acima da sexta década de vida e evolui com envolvimento do baço e dos linfonodos do hilo esplênico. Pode envolver medula óssea e sangue periférico. Na era pré-rituiximabe, a esplenectomia era considerada o “padrão ouro”, o método mais utilizado e eficaz para reduzir o tamanho do baço, corrigir o hemograma e por muitos anos foi considerada o tratamento de escolha. Agentes alquilantes sozinhos e combinações de quimioterapia com ou sem doxorrubicina também foram usados neste período, mas com eficácia limitada. O desenvolvimento do anticorpo monoclonal anti CD20 (rituximabe) revolucionou o tratamento dos linfomas e posteriormente mudou o paradigma terapêutico dos pacientes com linfoma da zona marginal esplênico, utilizado como monoterapia. Novos agentes, como ibrutinibe e inibidores de PI3K, estão atualmente sendo usados em um cenário de resgate para estas patologias.

Publicado

2021-12-21

Edição

Seção

Apresentação de Caso e Revisão da Literatura

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